Notícias

Estes engenheiros desafiaram seus chefes – e salvaram vidas

Três funcionários queriam inovar em equipamentos para atendimentos médicos críticos. Então, criaram um negócio que faturou 34 milhões só no ano passado

Publicado em 20 de abril de 2017
Controlar tamanho de fontes:

Os engenheiros Tatsuo Suzuki e Wataru Ueda, formados no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), passavam por uma situação comum a muitos funcionários: suas ideias não eram ouvidas por seus chefes.

O que é incomum nessa história é o fato de que suas propostas poderiam ajudar a salvar mais vidas. Suzuki e Ueda trabalhavam em uma empresa que fabricava equipamentos de ventilação hospitalar, que são essenciais para pacientes em situações críticas.

“A gente começou a ver que poderíamos melhorar muito os produtos que eram fabricados na época, em termos de montagem, uso e confiabilidade dos equipamentos. Tentamos conversar, mas não conseguimos. Então, eu decidi sair e convidei o Tatsuo [Suzuki] a sair também, alguns meses depois”, diz Ueda. Seis meses depois, o engenheiro Toru Kinjo se juntou ao negócio, que se chamaria Magnamed.

O risco assumido pelos três empreendedores valeu a pena: a Magnamed exporta seu equipamento medicinal, chamado OxyMag, para mais de 50 países. O empreendimento estima salvar um milhão de vidas por ano, apenas em equipamentos vendidos para o transporte de pacientes em situação crítica.

No ano passado, o negócio faturou 34 milhões de reais. Para este ano, espera crescer tal valor em 40%.

Começo de negócio

“A gente adquiriu muitos conhecimentos e experiência no nosso antigo trabalho, mas queríamos devolver o resultado dos nossos estudos para a sociedade, ao abrir um negócio próprio”, diz Ueda.

O grande objetivo da Magnamed era projetar um equipamento de ventilação de emergência que resolvesse os problemas que os engenheiros costumavam ver como funcionários: peso, complexidade, custo e duração da bateria, por exemplo.

O empreendimento passou seus primeiros seis meses baseada na garagem da mãe de Ueda, no ano de 2005. Os empreendedores desenharam seu plano de negócio e pensaram nos próximos passos – o que incluiu a ideia de participar de um processo de incubação.

No ano seguinte, o projeto foi selecionado para integrar o Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec), baseado na Universidade de São Paulo. “Lá, começamos a realmente fazer a pesquisa e desenvolvimento do produto, colocando em prática nossa ideia de negócio.”

Foram dois anos de incubação, com pesquisas financiadas por entidades como CNPQ, Fapesp e Finep. O fundo de investimentos de capital semente Criatec, mantido com recursos do BNDES, fez outro investimento no negócio dos engenheiros: ao todo, cinco milhões de reais foram investidos na Magnamed naqueles anos.

O aporte do Criatec deu um novo fôlego ao negócio, que já se encontrava sem muitos recursos para continuar o desenvolvimento. No fim de 2008, o chamado OxyMag estava finalizado e a primeira fábrica na Magnamed foi montada, na Vila Mariana (São Paulo).

 

Patrocinados

Comente no Facebook

Comente no IE
0 Coment�rios

obrigatório

obrigatório

 


Conheça a estrutura do Instituto e o que ele pode oferecer para você